Joaquina tinha
cabelos longos, tão longos quanto a rabiola de sua pipa, o tom avermelhado de
suas madeixas se misturavam as cores do pôr-do-sol da primavera, sua estação favorita.
“Nem tão quente, nem tão frio” – era o que ela vivia recitando por aí.[...]
Ela era
uma garota bem-educada, sorria sempre que alguém a olhava, cumprimentava a
todos com um bom dia ou boa tarde, sempre tinha um assunto para começar um
diálogo. Era simpática, gentil e afável com todos a seu redor. Quando criança
aprendeu que devia cumprir certas condutas sociais e que isso era esperado de
uma boa-moça. O que não aprendera é que quando ela achasse que a pessoa não
merecesse ou quando ela não quisesse não devia seguir tais convenções. Aliás,
demorou para ela entender que antes de sorrir para o próximo ela deve sorrir a
si mesmo e demonstrar bons sentimentos com aqueles que ela realmente ama e se
importa. [...]

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