sexta-feira, 7 de março de 2014

Recortes de memória: Joaquina, Joaquina!

Joaquina tinha cabelos longos, tão longos quanto a rabiola de sua pipa, o tom avermelhado de suas madeixas se misturavam as cores do pôr-do-sol da primavera, sua estação favorita. “Nem tão quente, nem tão frio” – era o que ela vivia recitando por aí.[...]

Ela era uma garota bem-educada, sorria sempre que alguém a olhava, cumprimentava a todos com um bom dia ou boa tarde, sempre tinha um assunto para começar um diálogo. Era simpática, gentil e afável com todos a seu redor. Quando criança aprendeu que devia cumprir certas condutas sociais e que isso era esperado de uma boa-moça. O que não aprendera é que quando ela achasse que a pessoa não merecesse ou quando ela não quisesse não devia seguir tais convenções. Aliás, demorou para ela entender que antes de sorrir para o próximo ela deve sorrir a si mesmo e demonstrar bons sentimentos com aqueles que ela realmente ama e se importa. [...]

Nenhum comentário:

Postar um comentário